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Notícias (23)

Época de Construção – século XVIII/XIX (conjuntural)
Estilo Arquitetónico – Tardo Barroco
Categoria/Tipologia – Arquitetura Religiosa – Igreja
Materiais - Estrutura em alvenaria de granito e betão; cunhais, cornijas, modinaturas, sacada, escadas, coruchéu da torre, pináculos, colunas, pias de água benta e batismal e pavimento da capela-mor em cantaria de granito; guardas do coro-alto, coberturas, pavimento da nave, portas, guarda-ventos e confessionários de madeira; guarda do janelão do coro e grade do batistério em ferro; retábulos em talha pintada; painéis e silhares em azulejo industrial; janelas com caixilhos metálicos e vidro simples; coberturas exteriores com telha.


Descrição Histórico/Artística – Igreja de fundação antiga, provavelmente medieval, mas totalmente reformada no final do séc. 18 e início do 19, destacando-se o seu cariz tardo-barroco, com a fachada principal a rematar em empena curva, rematada por cornija contracurva, de inspiração borromínica, elementos também visíveis no portal e janelão, que assumiu, no séc. 20, a forma de uma sacada; nesta data, colocaram-se os azulejos que ornam a fachada principal e a capela-mor, com temática cristológica, mariana e do orago. A torre sineira, do mesmo período, utiliza um tipo de remate tipicamente barroco, o coruchéu bolboso. Terá sofrido uma reconstrução seiscentista, de que subsistem as colunas toscanas que sustentam o coro-alto e integram pias de água benta. É de planta retangular composta por nave, capela-mor, retro-sacristia e torre sineira, com coberturas interiores em falsas abóbadas de berço, a da capela-mor dividida em caixotões, iluminada uniformemente por janelões retilíneos rasgados nas fachadas laterais. Fachadas flanqueadas por cunhais apilastrados, rematados por pináculos, sobrepujadas por cornijas, as laterais rasgadas por portas travessas de verga reta. Na base da sineira, o batistério. Arco triunfal de volta perfeita, assente em pilastras toscanas, flanqueado por retábulos tardo-barrocos, dispostos em ângulo, estilo também aplicado ao retábulo-mor, apesar deste ser mais elaborado, de planta convexa e três eixos, todos com colunas coríntias com o terço inferior marcado e rematadas por folhagem vazada.

Cronologia - 1596 - primeiro registo de óbito; 1600 - primeiro registo de casamento; séc. 17 - obras no templo; 1607 - primeiro registo de batismo; 1712 - o Padre Carvalho da Costa refere que a paróquia constituía um curato apresentado pelo Cabido da Sé de Coimbra; 1758 - nas memórias paroquiais assinadas pelo pároco José Ribeiro, é referido que a igreja fica fora da povoação, tendo dois altares colaterais, dedicados a Santa Ana e Nossa Senhora do Rosário, ambos com confrarias; o pároco é cura, de nomeação anual, apresentado pelo Cabido da Sé de Coimbra, com a côngrua de 60$000, dando a comunidade mais mil anuais; séc. 18 - séc. 19 - construção do atual edifício, reaproveitando alguns elementos do anterior, nomeadamente as colunas do coro-alto; feitura das estruturas retabulares e da pia batismal; séc. 19 - execução dos confessionários; séc. 20, meados - introdução de painéis de azulejo na fachada principal e na capela-mor; alargamento do coro-alto para as ilhargas laterais; 1982 - montagem do relógio na torre da igreja e feitura de parqueamento e jardim infantil no adro, com verba doada por particular.

 

Fotografias:
SIPA - Sistema de Inventário do Património Arquitetónico
Bibliografia:
DGPC – Direção Geral do Património Cultural
SIPA – Sistema de Inventário do Património Arquitetónico
BIGOTTE; J. Quelhas, 1992 – Monografia da Cidade e Concelho de Seia (3ª Edição)

Famílias de Lisboa testemunham a “alegria” e a “partilha” que se viveu durante o IX Encontro Mundial das Famílias, em Dublin, onde o Papa Francisco voltou a pedir perdão pelos abusos sexuais cometidos pela Igreja na Irlanda.


 “Abusos, arrependimento, vergonha, perdão” foram algumas das palavras que marcaram, inevitavelmente, a viagem do Papa Francisco à Irlanda, para participar no encerramento do IX Encontro Mundial das Famílias (EMF), a 25 e 26 de agosto. Um relatório, divulgado a meio do mês de agosto, que aponta décadas de abusos sexuais praticados por membros da Igreja Católica, no estado norte-americano da Pensilvânia, e os casos semelhantes que ocorreram na Irlanda, pesaram na “mensagem” que Francisco quis transmitir aos mais de 80 mil participantes, vindos de todo o mundo. Apesar do reconhecimento e dos pedidos de perdão, o Papa desafiou as famílias a serem “um lugar privilegiado” no anúncio do Evangelho e alertou: “A tarefa de dar testemunho desta Boa Nova não é fácil. Mas, de certo modo, os desafios que hoje enfrentam os cristãos não são mais difíceis do que aqueles que tiveram de enfrentar os primeiros missionários irlandeses”. Na homilia da Missa de encerramento do EMF, no Phoenix Park, Francisco referiu ainda que a Igreja é chamada a “sair”. “Com os sacramentos do Batismo e da Confirmação, cada cristão é enviado para ser um missionário, um «discípulo missionário» (cf. Evangelii gaudium, 24). A Igreja, no seu conjunto, é chamada a «sair» para levar as palavras de vida eterna às periferias do mundo”, exortou o Papa Francisco.
 
Vocação ao amor e santidade
Já no dia anterior, no Croke Park Stadium, na Celebração com as Famílias, o Papa Francisco desafiou à vivência da santidade na família. “Deus quer que cada família seja um farol que irradia a alegria do seu amor pelo mundo. Que significa isto? Significa que nós, depois de ter encontrado o amor de Deus que salva, procuramos, com palavras ou sem elas, manifestá-lo através de pequenos gestos de bondade na vida rotineira de cada dia e nos momentos mais simples da jornada”, pediu o Papa, na capital irlandesa, reforçando que “a vocação ao amor e à santidade não é algo reservado para poucos privilegiados”.
Na mesma celebração, onde foram escutados alguns testemunhos de casais, com experiências de família muito diferentes, o Papa Francisco sublinhou a importância do perdão em família, para não correr o risco de “crescer doente e desmoronar-se”, e de uma sociedade que “valorize” os avós. “Uma sociedade que não valorize os avós é uma sociedade sem futuro. Uma Igreja que não tenha a peito a aliança entre gerações acabará sem o que conta verdadeiramente, o amor”, referiu.
 
Lugar central
“O ambiente do encontro foi de muita alegria, com muitas atividades. Trago a mensagem de que, na diversidade, a família pode e deve ser um lugar central onde vivemos a nossa santidade”, partilha Ana, que, já em Portugal, continua a viver, e a reviver, algumas dessas atividades, através dos vídeos das conferências e painéis.
O vários casais que participaram no IX Encontro Mundial das Famílias, destacaram a forma como o Papa Francisco se comoveu com os testemunhos de algumas famílias. Os testemunhos que foram partilhados foram bastante pesados, com histórias muito duras, e isso notava-se muito no semblante do Papa. No Croke Park Stadium, o Papa Francisco fez o contraste entre os testemunhos e a mensagem que queria passar, mas não deixou de ser marcante.
 
Para toda a família
A participação em encontros internacionais não foi uma novidade para este casal da Paróquia de Algueirão-Mem Martins, uma vez que já participaram em Jornadas Mundiais da Juventude. Agora, numa “realidade diferente”, onde a vivência familiar requer outras exigências, a família Oliveira rapidamente se sentiu motivada para participar neste Encontro Mundial das Famílias, em Dublin. “Quisemos participar assim que soubemos que este encontro ia acontecer no mês de agosto, num país pelo qual temos especial simpatia – uma vez que estivemos naquele país durante a adolescência, eu num intercâmbio e o Manuel numa atividade da escola. Acabámos por nem visitar quase nada em Dublin porque estivemos, com muito gosto, a participar no encontro”, refere Ana Oliveira, que também deixa um convite a outras famílias. “Vale a pena as famílias terem, no seu horizonte, a participação no próximo Encontro Mundial das Famílias, em Roma, em 2021. É uma excelente oportunidade! É um encontro que é para toda a família, desde os mais pequeninos até aos mais crescidos. Vão poder crescer, aprender. É um tempo para celebrar, rezar e crescer na fé!”, refere.
 
Caminhar
Roberto Gamboa e Fernanda Ventura, juntamente com as duas filhas, de 20 e 15 anos, também estiveram em Dublin, para participar no Encontro Mundial das Famílias. Na bagagem, para a Paróquia de Olhalvo, onde estão empenhados, trouxeram uma forte experiência que surgiu no contacto com outras famílias. “Encontrámos pessoas muito diversas. Por vezes, pensamos que os problemas da nossa paróquia são os maiores do mundo, mas depois percebemos que cada qual tem os seus problemas e o seu caminho a fazer. É preciso caminhar...”, refere Roberto, que, juntamente com a família, participou em diversas iniciativas. “Estivemos numa apresentação de um teatro musical sobre a história de Ruth e em vários painéis de discussão. Um dos que me chamou a atenção, foi a forma como se está a apostar, numa paróquia da Irlanda, no acolhimento de famílias com diferentes orientações sexuais. Outro momento foi a preocupação com a alteração climática, fazendo eco da preocupação do Papa Francisco. Há um movimento muito interessante, que está a tentar tornar as paróquias mais verdes”, aponta.
 
Partilha e experiência
Por entre as ruas de Dublin, Roberto recorda-se dos momentos em que via a alegria do Papa ao passar, de carro, pela multidão. Contudo, para este pai de família, a “atmosfera bastante tensa” que se viveu por causa da divulgação do relatório sobre abusos nos Estados Unidos, e da lembrança de outros casos que ocorreram naquele país, foi-se notando no rosto do Papa Francisco, sobretudo durante a Missa de encerramento. “Isso afetou certamente a alegria do Papa. Este assunto esteve muito presente na comunidade local”, aponta Roberto, que classifica de “positivo” o reconhecimento e pedido de perdão do Papa. “O Homem não é perfeito, a Igreja não é perfeita. Nós estamos sempre a caminho – o Papa é exemplo disso – e vamos tentando melhorar. Penso que é esse o caminho”, refere este leigo, sublinhando as palavras “partilha” e “experiência” como a “chave” para convencer outras famílias a participar. “Nestes encontros, há um relativizar dos nossos problemas porque nos deparamos com realidades bastante distintas, com os seus problemas. É a experiência da universalidade que nos ajuda a viver a nossa realidade”, argumenta.

Famílias como “comunidade de vida e de amor”
O presidente da Comissão Episcopal do Laicado e da Família, D. Joaquim Mendes, que participou em Dublin no Encontro Mundial de Famílias, realçou a “experiência marcante” de “alegria e beleza”, mas também de “sofrimento por toda a situação que a Igreja Católica está a viver”. “Por um lado, foi a vivência de uma Igreja que é família de famílias, e de uma Igreja que ama as famílias; mas depois há esse aspeto doloroso, que a Igreja carrega, de uma Igreja que é santa e pecadora”, salientou D. Joaquim Mendes, em declarações à Agência Ecclesia, sobre a questão dos abusos que marcou a participação do Papa Francisco naquele evento, na Irlanda.
Sobre o programa do Encontro Mundial das Famílias, o Bispo realçou a oportunidade de reforçar o papel da Família enquanto “comunidade de vida e de amor” e de “contagiar outras” para este caminho, e salientou a troca de experiências que se gerou, sobretudo durante os dias do congresso dedicado à Família, inspirado na exortação apostólica do Papa, ‘A Alegria do Amor’, e depois também nos vários momentos de encontro com Francisco. “Foi muito interessante ouvir testemunhos de famílias a dizerem que se reencontraram na ‘Amoris laetitia’. E estou certo que os casais que participaram vieram tocados e reforçados na sua vivência e realidade como esposos e como famílias”, acrescentou D. Joaquim Mendes.
 
Bispos portugueses manifestam “proximidade e total apoio” ao Papa Francisco
Durante a visita do Papa Francisco à Irlanda foi divulgada uma carta de um arcebispo, Carlo Maria Viganò, ex-Núncio Apostólico nos Estados Unidos, que acusa o Papa Francisco de não ter sido célere na denúncia e resolução dos casos de pedofilia. As acusações, que não mereceram o comentário do Papa Francisco, foram sendo desconstruídas, nos dias seguintes, pelos meios de comunicação social e têm gerado muitas palavras de apoio e oração pelo ministério do Papa Francisco. Esta semana, os Bispos portugueses juntaram-se a outras Conferências Episcopais em todo o mundo para, publicamente, endereçarem o seu apoio ao Papa. Numa carta que foi lida na segunda-feira, 3 de setembro, no Simpósio do Clero, em Fátima, os Bispos partilham “o sofrimento do Santo Padre e de toda a Igreja” e propõem-se a “seguir as orientações para erradicar as causas desta chaga”. “Empenhar-nos-emos em incrementar uma cultura de prevenção e proteção dos menores e vulneráveis em todas as nossas comunidades”, escrevem os Bispos de Portugal, manifestando “proximidade e total apoio” ao Papa Francisco, perante as “tentativas de pôr em causa a credibilidade do Seu ministério”.

Filipe Teixeira

As Jornadas Diocesanas de Pastoral que decorreram no dia 22 de Setembro, no Seminário da Guarda, juntaram cerca de duzentos participantes, a grande maioria dos quais leigos. Esta actividade baseou-se numa leitura crítica, sobre a carta pastoral “Guiados pelo Espírito, Igreja em renovação”, realçando a insistência em palavras como “cuidar”, “renovar”, “responsabilidade” e concordaram que não se pode manter o “sempre se fez assim”, bem como na necessidade de planos elaborados, sem pretender fazer muitas coisas ao mesmo tempo.

Na análise à carta pastoral de D. Manuel Felício, o casal Marisa e Pedro de Almeida salientou algumas questões relacionadas com a família, em especial a proposta de “assembleias de família a fazer oração”. Consideram, no entanto, que a carta pode tornar-se demasiado teórica, se não for levada à prática com acções concretas.


Como Coordenador da pastoral, sinto que estas jornadas constituem um arranque de algo que pode fazer a diferença na diocese, pelo menos como motivação da renovação necessária e urgente. Pe. Jorge Castela referiu que “Estamos num período diocesano de reflexão do qual podem surgir algumas propostas excelentes de caminho e itinerário de evangelização para a nossa diocese, assim como renovação de estruturas e modos pastorais de acção”.

 

 


O casal convidado considera que um documento bastante bastante positivo, que se perceber bem o conteúdo da Carta, assim como ficou perceptível que cada um a lê ou pode ler numa perspectiva pessoal ou particular, sendo que esta carta pastoral deixa muitas orientações para os vários sectores, a começar pela família, mas em geral para toda a nossa Igreja Diocesana. 

 

 

 


O Padre Joaquim António Duarte salientou que a carta era o resultado de um trabalho que vem a ser pensado desde 2013, e que lhe falta uma maior fundamentação, sobretudo com base no Concílio Vaticano II. Falou da urgência em ultrapassar o clericalismo e fazer da Igreja uma verdade comunhão. 

 

 

 


A Irmã Deolinda Serralheiro apresentou uma análise muito ponderada da carta, propondo que, a partir dela, se crie um plano pastoral com 5 etapas, onde a mais importante seria a aposta na transformação missionária da Igreja Diocesana. 

 

 

 

 


O jovem Tiago Gomes falou sobretudo da perspectiva dos jovens e do que eles podem fazer assim como o testemunho que se lhes pode dar.

“Guiados pelo Espírito Santo, Igreja em renovação” é o título da carta pastoral sobre a recepção da Assembleia Diocesana, que vai servir de referência à Jornada Diocesana de Pastoral marcada para este sábado, 22 de Setembro, no Seminário da Guarda.

     Em carta enviada aos padres da Diocese, o Bispo da Guarda deixa o convite para a jornada diocesana, na abertura do novo ano pastoral, “onde pretendemos fazer uma leitura crítica da referida Carta Pastoral e encetar uma reflexão pastoral com base nela”.

  1. Manuel Felício recorda que na “peregrinação diocesana a Fátima, dias 22 e 23 de Agosto, confiámos a Nossa Senhora o novo ano pastoral”. E acrescenta: “Desejamos, de facto, vivê-lo no esforço conjugado de aplicar as orientações da nossa Assembleia Diocesana, que procurámos ordenar e apresentar com a carta pastoral “Guiados pelo Espírito Santo, Igreja em renovação”, dada a conhecer, no dia da Diocese, em 2 de Junho de 2018”.

     O Prelado lembra que agora há “mais duas orientações vindas de cima, para o corrente ano”, uma do Papa Francisco, com a proclamação do Outubro Missionário, “que se pretende preparar num ano missionário (2018 - 19)” e a outra da Conferência Episcopal Portuguesa tendo em vista a formação dos formadores da Fé, a começar pelos catequistas que já servem nas catequeses paroquiais.

Durante a Jornada será também apresentado o Plano e calendário para o Ano Pastoral 2018 – 2019. Na nota pastoral que escreve á Diocese, D. Manuel Felício diz que escolheu as palavras Diocese e Missão “para definir o rumo do programa pastoral”. E explica: “Estamos todos empenhados em cuidar bem a nossa Diocese da Guarda, que estimamos e queremos ver cada vez mais rejuvenescida e motivada para cumprir o mandato missionário de Jesus Cristo”.

     O padre Jorge Castela, Coordenador Diocesano da Pastoral, refere que a Diocese da Guarda “após algum tempo de reflexão, sobretudo com base em alguns documentos do Concílio Vaticano II e na reflexão e propostas das sessões da Assembleia Diocesana, encontra-se agora numa fase de prospecção de caminhos de futuro e de reencontro consigo mesma e com a sua missão. Acrescenta que, por esse motivo, “D. Manuel Felício escreveu para toda a Diocese uma carta pastoral, partindo dos anseios manifestos nas sessões da Assembleia de 2017” e que, pelo mesmo motivo, “nomeou uma Comissão para repensar a Diocese, quer em termos estruturais e territoriais, mas sobretudo pastorais”.

     O Padre Jorge Castela pretende que, ao longo deste ano pastoral, se continue “a ponderar e fundamentar este trabalho delicado”. Faz votos de que “todo o empenho e esforço dos diversos serviços diocesanos de pastoral, obras e movimentos de apostolado, sacerdotes e seus cooperadores, assim como todos aqueles fiéis que nesta diocese fazem a sua caminhada de fé, procurem e encontrem os melhores caminhos para cumprir a missão outorgada por Cristo à Igreja: Ide por todo o mundo, e anunciai a Boa Nova a toda a criatura”.

Para a jornada diocesana deste sábado, o Bispo da Guarda pede aos sacerdotes que se façam acompanhar dos seus mais directos colaboradores.

 

O movimento das Equipas de Nossa Senhora tem uma expressão mundial e está presente em 92 países dos cinco continentes, com mais de 13.000 equipas e mais de 140.000 mil Equipistas.
De 6 em 6 anos realiza-se um Encontro Internacional. Estes encontros marcam a transição de elementos na Equipa Responsável Internacional e constituem um marco fundamental na revitalização deste movimento a nível mundial.
Em 2012 teve lugar em Brasília e este ano decorreu em Fátima de 16 a 21 de Julho, reunindo 9.400 equipistas, incluindo 400 conselheiros espirituais. Tivemos a honra e o prazer de nele participar com a responsabilidade acrescida de ser os representantes da organização no acolhimento de 70 casais e 10 conselheiros espirituais num hotel de expressão em língua francesa, com a presença de 18 nacionalidades dos 5 continentes.
As conferências e as celebrações litúrgicas decorreram na Basílica da Santíssima Trindade em ambiente de grande recolhimento e oração, mas também de grande alegria nos cânticos interpretados em pelo menos 7 línguas.
As meditações da manhã decorriam a partir das 8:30h sob orientação do Arcebispo D. José Tolentino de Mendonça, também ele Conselheiro Espiritual de Equipas, e que refletiu ao longo de 5 dias sobre a parábola do ‘Filho Pródigo’.
Estas meditações, em texto e em vídeo, bem como conferências e eventos estão disponíveis no site www.end-fatima2018.com

HISTÓRIA
O fundador do Movimento das Equipas de Nossa Senhora foi o padre francês Henri Caffarel no ano de 1938, em resposta a um conjunto de casais que procurava aprofundar a espiritualidade em casal. O seu carisma foi de tal forma intenso que o movimento cresceu de forma acelerada pela Europa e pelo Mundo, com especial ênfase na América Latina e no Brasil onde estão presentes mais de 50% das equipas.

RESPONSABILIDADE SETOR GUARDA
Em abril deste ano fomos convidados pelo então casal responsável do Setor da Guarda para assumir a coordenação para o triénio 2018-2021. No meio de muitas dúvidas sobre a nossa capacidade para ombrear com tamanha responsabilidade confiámos que “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos” e, sob a proteção da Virgem Maria e a iluminação do Espírito Santo, procuraremos fazer a Sua vontade, em colegialidade com 5 casais e como Conselheiro Espiritual o padre Joaquim Pinheiro, que connosco partilharão a Missão de formar os casais, ligar as equipas e expandir este movimento.

TEMA DE ESTUDO 2018
O tema de estudo para este ano pastoral proposto pela Supra Região Portugal das Equipas de Nossa Senhora tem como base a parábola do Filho Pródigo (ou do Pai misericordioso) no seu sentido mais profundo – a Reconciliação como sinal de amor.
A rebeldia do filho mais novo que exige a sua herança e parte para longe não endurece o coração do pai, antes pelo contrário, quando retorna, depois de tudo ter consumido sem critério, enche-o de alegria, demonstrando uma capacidade de perdoar sem limites.
Assim, também nós cristãos, com os nossos inúmeros erros, procuramos sempre o perdão do Pai, para voltar ao Seu caminho, verdade e vida fazendo a Sua vontade.

Maria José e  Fernando Neves
Responsáveis do Sector da Guarda

No passado dia 15 de setembro, dezenas de Misericórdias de todo o país participaram na Segunda Peregrinação Nacional, que decorreu no Santuário de Fátima sob a organização da União das Misericórdias Portuguesas.
A concentração das Instituições, representadas por colaboradores, voluntários, dirigentes e irmãos, teve lugar em frente à Capelinhas das Aparições, de onde partiu o interminável cortejo do desfile de bandeiras e estandartes a caminho da Basílica Nossa Senhora do Rosário, praticamente repleta de peregrinos, onde decorreu a Missa presidida pelo D. José Traquina – Bispo de Santarém e responsável pela pastoral social.
Na homilia, D. José Traquina focou, com conhecimento e oportunidade, a participação das Instituições e vincou o relevo que os colaboradores detêm na vida das Misericórdias que, não desprezando a justa recompensa do seu trabalho, são eles que, inclinando-se em cada momento sobre a criança desconsolada, o idoso limitado e dorido ou sobre o doente que sofre quantas vezes em agonia, são o rosto desta missão calorosa e humana de dar aos outros, e em dificuldade, o conforto, o carinho, o gesto ou a palavra.
Esta forma de agir e estar diante do mais vulnerável é o sinal humano e caridoso que coloca as Misericórdias, desde há 500 anos, num patamar humanista e voluntarioso que outros, nomeadamente o Estado, não tem características para o fazer. A União, através do Presidente do Secretariado Nacional Dr. Manuel lemos, agradeceu a presença do Senhor Bispo, saudou as Misericórdias, seus colaboradores, mesários e irmãos, exortando-os a continuarem a missão das catorze obras e a desempenharem as actividades com coragem, algum sentido cristão e humano para bem da sociedade, sobretudo a quem servem.
A Misericórdia de Seia, por sua vez, fez-se representar por membros da mesa, colaboradores, utentes, voluntários e irmãos, deslocando-se em três viaturas, numa comitiva que ultrapassou as quatro dezenas de participantes e seu estandarte.
Alguns dos utentes com maiores dificuldades de movimentação assistiram, na Capelinhas das Aparições, às actividades religiosas deslocando-se, depois, para o interior da Basílica, onde participaram na Missa dos Peregrinos. Após as cerimónias, toda a comitiva se reuniu no “pic-nic” em confraternização, num ambiente de cordialidade e amizade.

Alcides Henriques
Provedor da Misericordia

Decorreu nos dias 28, 29 e 30 de julho, em Sandomil, a tradicional festa em honra e louvor de S. Sebastião.
Este Santo nasceu em França e, mais tarde, foi viver com seus pais para a Itália. Desde criança teve uma vivência muito forte na Fé que professava.
Quando atingiu a idade adulta, alistou-se no exército, no tempo do Imperador Diocleciano. Como militar tornou-se uma figura imponente e, tal bravura demonstrou que o Imperador o nomeou comandante de sua guarda.
Tornou-se um grande defensor dos cristãos encarcerados em Roma. Com a sua inesgotável Fé, animava aqueles que eram condenados ao martírio. Entretanto, foi denunciado. O Imperador, enraivecido, pediu aos soldados que o matassem através de flechas. Resistindo à morte e, querendo reafirmar e continuar o processo de evangelização, apresentou-se novamente ao Imperador que exigiu o seu espancamento até à morte e lançado aos esgotos. Mais tarde, veio a ser sepultado nas catacumbas,
Naquela época uma grande peste assolava Roma. Após a transladação a epidemia desapareceu e, assim, passou a ser venerado como protetor da fome, peste e guerra.
Assim é honrado em Sandomil! Nesta localidade, nas margens frondosas do rio Alva, junto á capela que lhe é dedicada, celebrou-se a grande festa em honra de S. Sebastião. Todo o recinto foi engalanado para que as festividades decorressem com muita alegria, beleza, dignidade e Fé.
O apogeu foi atingido com a celebração da Eucaristia campal, presidida pelo nosso Pároco, Rev. Pe António Martins, que, exaltando e realçando as virtudes singulares deste Santo, nos exortou a seguirmos o seu exemplo, evangelizando, sem medo de assumirmos a nossa Fé, em qualquer lugar, na nossa vida quotidiana. Inserida nesta Eucaristia tivemos a alegria de uma criança, António Gabriel, de 9 anos, ter recebido a 1ª Comunhão, após ter sido batizado no dia anterior.
Após a Eucaristia seguiu-se a procissão, pelas ruas habituais, abrilhantada pela Banda Filarmónica de S. Gião. Apresentadas as contas, houve um saldo monetário muito positivo entregue à Igreja.
Fica um agradecimento a todos os que, com muita dedicação e empenho, contribuíram para o bom êxito destes festejos. Que S. Sebastião a todos proteja e ampare!

Maria da Conceição

Realizou-se no passado dia 10 de setembro na Paróquia de Santiago, a Festa em louvor do Sagrado Coração de Jesus.  Uma festa com muita tradição, na qual muitos fiéis participaram com fé e devoção.
Esta Solenidade teve início com o cortejo que saiu da Igreja Paroquial com a imagem do Sagrado Coração de Jesus juntamente com as  pessoas. Como é tradição a Paróquia num gesto de "bem receber" e com grande cortesia recebeu, as pessoas das comunidades anexas, e tal como nas nossas casas recebemos e acolhemos à porta as visitas, assim também recebemos, acolhemos e demos com agrado as "Boas Vindas" às diferentes comunidades ali chegadas, Folgosa da Madalena, Folgosa do Salvador e  Maceira.  A receção foi feita às "portas" de Santiago, junto à rotunda do cemitério, onde dos três pontos cardeais surgiram as três comunidades. Após a receção, seguiu o cortejo festivo, entoando cânticos com intensa mensagem, louvando e congregando todos em direção à Igreja Paroquial.
Após uma preparação de 3 anos para os crianças da Primeira Comunhão e de 6 anos para os adolescentes da Profissão de Fé tinha chegado a hora da receção
destas crianças que estiveram em formação para receberem pela primeira vez Jesus no seu coração, e os adolescentes renovarem as suas promessas feitas no batismo pelos pais e padrinhos e mais
uma vez mostrarem a Deus e à comunidade que crêem em Deus, mas neste momento sendo eles próprios a fazer esse compromisso e Profissão de Fé.
Foi uma Eucaristia intensamente vivida,  muito solenizada e muito importante para estas crianças… e adolescentes…
O dia terminou com uma Solene Procissão em louvor do Santíssimo Sacramento, com a Sua Divina Bênção para todas as crianças, adolescentes e restantes paroquianos.
Na segunda feira dia 11 foi celebrada a Eucaristia em sufrágio dos membros pertencentes ao Apostolado de Oração…. Na visita ao cemitério rezou-se por todos os membros do Apostolado de Oração e fiéis defuntos. Durante a Procissão houve a recitação do Terço, encerrando-se esta Solenidade da Festa do Sagrado Coração de Jesus, com a "chave de oiro" a celebração da Eucaristia.

Carla Silva

No próximo dia 13 de maio, Fátima vai ser palco da canonização de Francisco e Jacinta Marto, presidida pelo Papa Francisco, sendo esta a primeira cerimónia do género em Portugal. Fátima é não só o altar do mundo, mas também a cátedra do mundo, pelo aspeto doutrinal da Mensagem de Fátima, sobretudo hoje, na celebração do centenário.
“Trata-se de um dia extraordinário para a história da Igreja em Portugal, em concreto para o grande acontecimento de Fátima”, referiu o prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos, que participou no consistório com o Papa Francisco onde foi dada luz verde para a canonização dos pastorinhos.
As celebrações de canonização acontecem, por norma, na Praça de São Pedro, onde o Papa Francisco presidiu a oito cerimónias do género desde 2013. Contudo, o atual pontífice já canonizou dois sacerdotes em viagens ao estrangeiro: São José Vaz (14 de janeiro de 2015, Sri Lanka) e São Junípero Serra (23 de setembro de 2015, Estados Unidos da América).
Convém relembrar que a canonização é a confirmação, por parte da Igreja Católica, de que alguém é digno de culto público universal, podendo ser apresentado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade. Este é um ato reservado ao Papa, desde o século XII, a quem compete inscrever o novo Santo no cânone.
Nos primeiros séculos, o reconhecimento da santidade acontecia em âmbito local, a partir da fama popular do santo e com a aprovação dos bispos. Ao longo do tempo e sobretudo no Ocidente, começou a ser solicitada a intervenção do Papa a fim de conferir um maior grau de autoridade às canonizações dos santos. A primeira intervenção papal deste tipo foi de João XV em 993, que declarou santo o bispo Udalrico de Augusta, falecido vinte anos antes. As canonizações tornaram-se exclusividade do pontífice por decisão de Gregório IX em 1234.
O rito de canonização prevê que os relicários dos dois novos santos sejam colocados junto ao altar, com as respetivas relíquias os relicários em forma de candeia – um deles contendo um fragmento de osso da costela de Francisco e o outro uma madeixa de cabelo de Jacinta.
A Missa a que o Papa vai presidir a 13 de Maio, pelas 10h00, inclui assim o rito de canonização propriamente dito, em latim, no qual o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, acompanhado pela postuladora da causa, irmã Ângela Coelho, pede em três momentos sucessivos que os beatos sejam inscritos no “álbum dos Santos”.
A fórmula de canonização, a ser proferida pelo Papa diz: “Em honra da Santíssima Trindade, para exaltação da fé católica e incremento da vida cristã, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e a nossa, após ter longamente refletido, invocado várias vezes o auxílio divino e escutado o parecer dos nossos irmãos no episcopado, declaramos e definimos como Santos os Beatos Francisco e Jacinta Marto, inscrevemo-los no Álbum dos Santos e estabelecemos que em toda a Igreja eles sejam devotamente honrados entre os Santos”.
No processo de Francisco e Jacinta Marto, foi aceite como milagre a cura de uma criança no Brasil, considerada inexplicável à luz da ciência atual. A decisão da comissão de peritos ou científica sobre a aceitação do milagre foi posteriormente analisada por uma comissão de teólogos, que recomendou a aceitação à Congregação para a Causa dos Santos.
O exemplo de vida de Francisco e Jacinta Marto, agora apresentados a toda a Igreja deverão ser recebidos como modelos e intercessores da santidade, contribuindo para intensificarmos a vivência da mensagem que Nossa Senhora do Rosário nos ofereceu em Fátima. Este é um modo de acentuar a importância eclesial da vida e do exemplo dos beatos Jacinta e Francisco, em que a festa litúrgica ocorrerá a 20 de fevereiro, dia da morte de Jacinta.
Francisco e Jacinta Marto vão juntar o seu nome a uma lista de santos portugueses que se estende desde antes do início da nacionalidade.

Neste ano em que a Igreja celebra o Centenário das Aparições, em Fátima, também a Semana da Vida estará naturalmente – bem – marcada por esta dimensão e rosto mariano da nossa Fé: Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, tem tudo para ensinar-nos como cuidarmos da Vida que nos é dada e confiada.
Toda a vida e a vida toda. Vivemos, na sociedade portuguesa, algumas dificuldades e tensões,
no que diz respeito à Vida: a questão do aborto e a questão da eutanásia, de maneira mais evidente, mas também muitas outras ameaças à qualidade da Vida e à Vida com qualidade. Esta Semana da Vida quer ser – cada vez mais, um tempo oportuno para agradecermos e defendermos a vida, aprendermos a cuidar dela e aprofundar o convite a encontrar em Deus, fonte de toda a Vida, o sentido maior e inalienável e sagrado da vida de cada pessoa, desde a sua concepção até ao momento da morte, neste mundo. Da Carta Pastoral no Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, 2016, podemos ler:
“No meio de situações verdadeiramente dramáticas, quando muitos contemporâneos estavam dominados pela angústia e a incerteza, quando a força do mal e do pecado parecia impor o seu domínio, a Virgem Maria faz brilhar em todo o seu esplendor a vontade salvífica de Deus, uma bênção que revela a extensão da sua ternura a todas as criaturas. O seu convite à conversão, à oração e à penitência pretende desbloquear os obstáculos que impedem os seres humanos de experimentar uma bondade que procede de Deus e foi depositada no coração humano.
A Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa mãe, sai ao encontro dos seus filhos peregrinos a partir da glória da ressurreição de seu filho Jesus, para lhes oferecer consolação, estímulo e alento. Envolvidos por essa bênção, os três pastorinhos mostraram-se dispostos, pela boca de Lúcia, a serem louvor da glória de Deus e a entregarem-se plenamente aos desígnios
de misericórdia que Deus manifestava através das aparições.”
Talvez não seja descabido dizer que, hoje, agora, é cada um de nós, cada uma das nossas comunidades cristãs, que têm de assumir a mesma missão de sempre: ‘fazer brilhar em todo o seu esplendor a vontade salvífica de Deus, uma bênção que revela a extensão da sua ternura a todas as criaturas’.

Propostas
Partindo, de maneira evidente, da Exortação ‘A Alegria do Amor’ – mas também das Catequeses do papa Francisco – propomos a meditação dos mistérios do Rosário, que nos fazem entrar em comunhão com Aquele que é a Vida e Vida abundante, para sermos, também nós, seus discípulos, anunciadores e testemunhos dessa Vida. Propomos dedicar cada dia da semana a uma ‘idade da vida’, a uma situação concreta familiar. Cada lugar/comunidade encontrará a melhor maneira de o concretizar, de o pôr em prática, seja convidando alguém – filhos, pais, avós…, para dar um breve testemunho, no início ou final da oração do Terço, seja convidando alguns da comunidade a visitar algumas famílias em situações concretas.
Também seria possível organizar uma Festa Intergeracional; ou uma Caminhada pela Família; ou uma Jornada pela Família… Não ‘estamos autorizados’ a passar ao lado desta Semana da Vida, e devemos mesmo empenhar-nos em dar-lhe relevância.

Esquema de vida...
Como se pode ver a seguir, cada dia, quer relevar uma ‘figura’ da família e ajudar a agradecer e aprofundar a missão/graça que daí decorre. Será uma maneira de percorrer a família toda.

Domingo, 14 – Ser Família: A graça da alegria do amor
Segunda, 15 – Ser Casal: A graça do matrimónio
Terça, 16 – Ser Mãe: A graça da maternidade
Quarta, 17 – Ser Pai: A graça da paternidade
Quinta, 18 – Ser Filho: A graça da filiação
Sexta, 19 – Ser Irmão: A graça da fraternidade
Sábado, 20 – Ser Ancião: A graça da sabedoria
Domingo, 21 – Ser Igreja: A graça da grande família.

Manual de Celebração da Semana da Vida, 14 a 21 de Maio de 2017

 

 

As Misericórdias portuguesas estiveram em Roma no dia do Jubileu dos Voluntários e Operadores da Misericórdia, para uma audiência mundial com o Papa Francisco, no âmbito do Jubileu da Misericórdia. A comitiva de cerca de 400 pessoas foi encabeçada pelo presidente da UMP, para quem o encontro de 3 de setembro representou o “ponto alto do Ano Jubilar”. Em representação da Misericórdia de Seia estiveram Alcides Henriques e Paulo Caetano, respetivamente Provedor e Tesoureiro.
"Poderão existir cristãos que não sejam misericordiosos? Não! A misericórdia está na génese do ser cristão, é o fulcral do Evangelho", referiu o Papa Francisco durante a audiência concedida Às Misericórdias de todo o mundo.
Numa praça repleta de fiéis e peregrinos vindos de várias partes do mundo, o Pontífice exortou todos os presentes a ser agentes de misericórdia perante a tentação da indiferença e lembrou o testemunho de Madre Teresa de Calcutá, na véspera da sua canonização, pelo exemplo de agente da misericórdia de Deus. “Vós sois os artesãos da misericórdia e a mão de Cristo que alcança todos", dirigiu aos cerca de 40 mil operadores de misericórdia reunidos no Vaticano.
já no Domingo, dia 4 de Setembro de 2016, às 10,20 horas de Roma, o Papa Francisco procedeu a celebração da canonização de Madre Teresa de Calcutá, numa Praça de S. Pedro repleta de fiéis e peregrinos, autoridades civis e religiosas, provenientes de diversos cantos do planeta Terra, para assistir a este evento: mais de 200 mil fiéis e peregrinos que assistiram a este evento ecclesial e mundial.
Num mundo tão difícil e conturbado como o nosso, o exemplo de Madre Teresa continua a ser fonte de inspiração para milhões de pessoas, e a sua vida é sinal de que tudo é possível quando o amor impera. Ela, mulher de compleição física minuta e simples, era  exemplo, de uma vida completamente habitada por  um amor preferencial pelos pobres. Ela repetia sempre que a pior pobreza é não ser amado, ser rejeitado e abandonado. “Todos temos necessidade de amor para podermos viver” e ao mesmo tempo deixar que a vida nos surpreenda e nos conduza pelos caminhos do amor.
Neste Ano da Misericórdia, certamente, a mensagem que brota da Canonização de Madre Teresa é a mensagem de sempre: no centro da vida da Igreja, e, portanto, da vida de todos nós cristãos, está a caridade. Elemento que forma a nossa personalidade, que dá sentido à nossa existência de simples seres humanos, mas fundamentalmente de discípulos do Jesus Cristo Libertador, Ele que foi o primeiro Oprimido libertador dos outros oprimidos do sistema-mundo.
Finalmente, prosseguiu o Santo Padre, “neste momento, quero recordar todos aqueles que dedicam a sua vida ao serviço dos irmãos em contextos difíceis e perigosos. Penso especialmente, a tantas Religiosas que se entregam completamente e sem nunca se pouparem, ao serviço dos outros. Rezemos de maneira particular, para a Irmã Isabel, espanhola, que foi assassinada dois dias atrás em Haiti, um país que enfrenta diversas dificuldades. Faço votos para que cessem tais atos de violência e que haja mais segurança para todos. Recordemos também outras Irmãs que, recentemente, foram vítimas da violência. E o façamos dirigindo-nos à Virgem Maria, Mãe e Rainha de todos os santos>>.

 

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